Doze contos peregrinos, Gabriel García Márquez (1992)

doze_contos_peregrinos_1229343485bPublicado em 1992, Doze contos peregrinos reúne contos e crônicas criados ao longo de dezoito anos por Gabo e trazem de alguma forma personagens fora de sua terra natal: imigrantes, viajantes, turistas e outros peregrinos povoam as diferentes histórias do livro.

“o esforço de escrever um conto curto é tão intenso como o de começar um romance”

É a primeira obra de Gabriel García Márquez que leio e logo no primeiro conto, Boa viagem, senhor presidente, a minha atenção não foi fisgada de imediato. Deixei o livro de lado por um tempo e, após quase perdê-lo numa caixa de doação, retomei a leitura para me surpreender com a beleza do estilo de Márquez.

Entre os doze contos, destaco o assustador “Só vim telefonar”, sobre uma mulher que ao pegar carona em um ônibus de um hospício é confundida e aprisionada como se fosse mais uma paciente da instituição. Em Maria dos Prazeres uma prostituta de 76 anos planeja o seu funeral por acreditar que a morte está próxima. O fantástico atinge o auge em A luz é como a água, com crianças que quebram lampadas para nadarem no apartamento alagado de luz que jorra pelos soquetes. O livro é encerrado com O rastro do teu sangue na neve que narra uma viagem romântica que vira um desencontro perturbador agravado pelas dificuldades de se estar em terra estrangeira.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s